Você provavelmente já notou que durante a prática de alguma atividade física intensa, a musculatura corporal fica toda dolorida. Isso acontece porque neles há um acúmulo de ácido lático que, devido a realização desse tipo de atividade exige uma performance metabólica elevada da musculatura.
Nessas atividades a glicose é a principal fonte de energia, sendo que esta é "queimada" na presença de oxigênio pelas mitocôndrias, para haver a produção de ATP, sendo esta uma molécula que armazena a energia gerada para ser utilizada durante o exercício.
Em atividades físicas mais intensas, a velocidade com que as fibras musculares conseguem obter energia pela oxidação aeróbia da glicose (a que utiliza oxigênio) pode não ser o suficiente para suprir a demanda gerada. Nesse momento ocorre o acúmulo de ácido lático, pois a fermentação lática da glicose é uma forma de obter energia sem o oxigênio, chamada, então, de anaeróbia. Ela é bem menos eficiente do que a que ocorre na presença de oxigênio, porém é a alternativa que a musculatura encontra para ter algum suprimento energético. Essa reação leva a formação do lactato, que no meio celular se associa com íons de hidrogênio, formando o ácido propriamente dito.
O ácido lático é naturalmente removido pelo organismo, porém quando sua produção é excessiva não é removido na mesma velocidade em que é produzido e por isso acumula na musculatura. Isso provoca a sensação de queimação no músculo que sentimos em atividades intensas, sendo uma condição de acidose temporária localizada na região.
Aplicação didática: O conteúdo exposto acima, pode ajudar tanto alunos, oferecendo um complemento do conteúdo de sistema muscular estudado em sala de aula, como também as outras pessoas que ao ler o texto, terão uma melhor compreensão sobre a reação da musculatura a exercícios físicos mais intensos. Já no site de onde foi retirado uma parte do conteúdo é possível encontrar dez maneiras de reduzir o ácido lático acumulado nos músculos.
Disponível em: <www.mundoboaforma.com.br/como-reduzir-o-acido-latico-muscular/> Acesso em: 18 de outubro de 2017.